terça-feira, 31 de maio de 2011

Noc noc... who's there?!




Quem é você?

Essa pergunta é boa demais, não é? Quem nunca parou pelo menos uns cinco minutinhos e se perguntou "quem sou, afinal de contas?" Se você ainda não fez essa pergunta, faça. Recomendo por ser um ótimo remédio anti-robotização nessa rotina louca que nos engole se não ficarmos espertos.

Entretanto, como todo remédio, as interrogações tem seus efeitos colaterais. Perguntar-se nem sempre nos leva às respostas, na maioria das vezes, chegamos a mais perguntas, daí a angústia é maior. Ao invés de uma dúvida, temos milhares e é terrível nadar nesse grande oceano de perguntas sem respostas.

Se penso, logo existo, certo? Melhor sofrer as consequências do raciocício a se deixar levar pela maré da vida até um dia ser largado em uma praia deserta. Tendo a imperfeição como sua essência, o ser humano nunca ficará contente com o que tem, ou com o que sabe. Se você tem uma casa perfeita, sempre achará que ela pode ser melhor ou maior, se você namora a pessoa perfeita, sempre encontrará defeitos nela... e assim vai. E assim nos deixamos levar pela inquietação típica de quem não se sabe por inteiro.

A diferença está no tentar. Andar na corda bamba é difícil, a probabilidade de cair abismo abaixo é imensa, mas o importante é ter culhões pra seguir em frente. É bom olhar pra baixo, pra se manter estável, pra frente pra saber pra onde estamos indo, pro lado, pra aprendermos com os erros dos outros e pra trás, pra aprendermos com nossos próprios tropeções.

1 comentários:

Aline Vilela disse...

"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer. É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo. É bom e é tão diferente