Como diria Vinícius de Moraes, "aquele que diz sou, não é e aquele que é mesmo, é não sou". Sempre repito isso meio que como um mantra de vida, pois uma das piores coisas é ver que cão que ladra, às vezes mede vinte centímetros, anda no colo e usa lacinho.
Criticar infundadamente, só pra se sentir superior, só pra transformar próprios pontos de vista em verdades absolutas, não vale. As boas críticas são as que fazemos a nós mesmos, naqueles momentos em que botamos a cabeça no travesseiro e a mão na consciência. A auto crítica é o único exercício que pode nos elevar moralmente, apagar o nosso maior defeito: o orgulho e por conseguinte, todos os outros subdefeitos que carregamos sobre os ombros. Antes de falar, vale pensar. Temos todo direito de expressarmos nossa opinião, mas é necessário cuidado pra não agredir ninguém. Antes de se irritar, vale pensar se temos esse direito. Não me parece racional um ser imperfeito criticando outro.
Não somos sempre certos, não temos sempre razão. Não importa a cor da pele, o endereço, o grau de instrução, pois sempre existirão pessoas mais evoluídas que nós, seja moralmente, seja intelectualmente. Humildade nessas horas, ajuda muito. Não se pode encher copo cheio, portanto, ouvir mais e falar menos é uma boa dica. Isso é respeito. Isso é reconhecer-se imperfeito. Isso é permitir-se errar. E só assim se pode crescer.
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